
Vinte e quatro de junho de 1987. Nesta data, a cidade de Rosário, Argentina, ganha mais um habitante, Lionel Andrés Messi, filho de Jorge Horacio Messi, operário, e Celia Maria Cuccittini, faxineira. 06 de abril de 2010. Neste dia, o hall da fama do futebol ganha mais um imortal. Lionel Andrés Messi. Como explicar o surgimento de uma lenda viva do esporte com apenas 22 anos?
Aos cinco anos de idade, Messi dá seus primeiros passos no futebol pelo Grandoli, clube local de Rosário, cujo treinador era seu pai. Em 1995, Messi vai para o Newell's Old Boys, e, aos 11 anos, é diagnosticado com uma deficiência nos hormônios do crescimento. O River Plate, gigante de Buenos Aires, demonstra interesse no tratamento do garoto, mas, sem dinheiro para pagar o tratamento, - 900 dólares por mês -, desiste de acompanhar o progresso. Hoje em dia, os dirigentes do clube devem se arrepender amargamente da fadada decisão.
Oportunista, os espanhóis do Barcelona oferecem um contrato para os pais de Messi, oferecendo pagar as contas do tratamento se todos se mudassem para a Espanha. Depois de temporadas nas equipes de base, o argentino realiza sua estreia no time principal. E que estreia. Messi entra no segundo tempo, e, demonstrando oportunismo, faz um gol mágico, encobrindo o goleiro após passe magistral de Ronaldinho Gaúcho.
E o cardápio de Messi só aumentou. Gols, assistências, partidas inspiradas, títulos, prêmios, incluindo o de melhor jogador do mundo pela Fifa. E isso com apenas 22 anos. O dia 6 de abril citado no início deste texto foi a entrada definitiva da "Pulga" na seleta lista de lendas do futebol. Em 45 minutos que poderiam durar toda uma vida, o argentino apresentou o seu baile de gala contra o Arsenal, e, com quatro gols, deu vida com os torcedores do Camp Nou, sortudos espectadores.
Deus na Espanha, Diabo na Argentina. Sua habilidade com a bola nos pés não é contestada, nem seus muitos gols pelo Barcelona. O título de melhor jogador do mundo? Incontestável. Mas, mesmo com todo o reconhecimento da imprensa internacional, e sendo constantemente apontado como o "novo Maradona", em seu país, Messi não é unanimidade. O argentino se comporta como um Golias nos campos espanhóis, mas, com a camisa da seleção platina, vira um discreto Davi. Apesar disto, Messi ainda ameaça. E muito. A África poderá ser o palco perfeito para o despertar do pequeno gigante craque.
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